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  <title>Ensaio de Blog</title>
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  <tagline>Ensaio de Blog</tagline>
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  <copyright>Copyright (c) 2006, Beatriz Areas</copyright>
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    <title>Será?</title>
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    <modified>2006-10-26T00:50:30Z</modified>
    <issued>2006-10-25T21:50:30-04:00</issued>
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    <summary type="text/plain">&quot;Há no caminho humano uma lei implacável que determina o seguinte: teremos de perder, um dia, tudo aquilo a que desejamos nos agarrar, e somos perseguidos por tudo aquilo de que queremos fugir. Assim, o caminho da paz passa por...</summary>
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      <name>Beatriz Areas</name>
      
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      <![CDATA[<p>"Há no caminho humano<br />
uma lei implacável que determina o seguinte:<br />
teremos de perder, um dia, tudo aquilo a que<br />
desejamos nos agarrar,<br />
e somos perseguidos por tudo aquilo de que<br />
queremos fugir.<br />
Assim,<br />
o caminho da paz passa por libertar-se de todo apego ou rejeição,<br />
e fazer o melhor que podemos dentro das circunstâncias <br />
de cada momento."</p>

<p>Talvez isso explique um pouco as coisas.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>E os dias vão passando...</title>
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    <summary type="text/plain">&quot;(...)sentir-se oprimido por querer o que não alcança(...) o mecanismo do cotidiano...a forma montada dos dias. Encontros e desencontros. Música e silêncio(...)&quot; Eu adorei isso que li, tanto que peguei uma das frases e a coloquei como título deste post,...</summary>
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      <name>Beatriz Areas</name>
      
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      <![CDATA[<p>"(...)sentir-se oprimido por querer o que não alcança(...) o mecanismo do cotidiano...a forma montada dos dias. Encontros e desencontros. Música e silêncio(...)"</p>

<p>Eu adorei isso que li, tanto que peguei uma das frases e a coloquei como título deste post, pois é ao mesmo tempo tão vago e tão completo pra definir o tempo, o meu tempo. A sensação é esta mesmo: os dias passando. Mas não passam mais como antes, sem consciência do caminho que está sendo trilhado, ainda que com passos lentos.<br />
Não quero mais fingir nada. Estou um pouco cansada de pedir desculpas, de me forçar a escrever se não estou com vontade, de assistir a aulas que não estão me interessando mais, enfim....não gosto de fazer um tipo, detesto ficar emburrada e de mal humor, e felizmente não consigo ficar mais de meia-hora de cara fechada...mas definitivamente não estou num momento pra mil risadas e piadas sem-graça. Me sinto totalmente over quando forço essa barra pra mostrar que está tudo bem.<br />
Superficialidade pra mim é defeito.<br />
E os dias vão passando.<br />
</p>]]>
      
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    <title>De volta</title>
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    <modified>2006-10-13T18:56:21Z</modified>
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    <summary type="text/plain">Depois de um rápido mas gostoso papo com meu amigo Bert, que tem escrito com bastante frequência em seu blog, resolvi rascunhar alguma coisa nesse meu espaço há tanto tempo esquecido. Estava agora passando um cafezinho e pensando nessa dificuldade...</summary>
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      <![CDATA[<p>Depois de um rápido mas gostoso papo com meu amigo Bert, que tem escrito com bastante frequência em seu blog, resolvi rascunhar alguma coisa nesse meu espaço há tanto tempo esquecido. Estava agora passando um cafezinho e pensando nessa dificuldade imensa de escrever que me assaltou há meses atrás. Disse ao Bert que era uma espécie de “auto-censura”, mas lá no fundo sei o quanto o ato de escrever clareia a mente e me afasta daquilo que me incomoda. Logo que comecei a escrever em blog, passei por diversas situações em que vir aqui e publicar meu diário me ajudou bastante. Então, se me faz bem, por que tanta dificuldade?<br />
Quer saber mesmo? PREGUIÇA!<br />
Aprendi, no pouco tempo de faculdade de Letras que, para produzir um texto, seja lá qual for, basta exercitar-se  e fazer disso um hábito. A técnica existe, mas somente para a vida acadêmica.<br />
Tenho dois livros em mãos para ler: A Profecia Celestina e Agosto. A leitura do primeiro está em andamento e pretendo iniciar a do segundo ainda hoje.<br />
Sinto-me em falta com algumas pessoas, especialmente a Fer, que preparou este espaço pra mim, e que fez aniversário em 01 de outubro. Não há desculpa que justifique o meu esquecimento, a falta de umas palavrinhas em seu blog, de um cartãozinho virtual... Eu lembrei do meu esquecimento 1 semana depois, mas fiquei com tanta vergonha de mandar algo atrasado, que acabou gerando um mal-estar maior à medida que os dias se passavam....bom, sem mais delongas....Fezoca, FELIZ ANIVERSÁRIO por todo o mês de outubro, minha queridona! E sem pedidos de desculpas esfarrapadas, ok?<br />
</p>]]>
      
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    <title>Grocotchó pra manter blog atualizado!</title>
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    <issued>2006-07-08T21:53:02-04:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Entrem aqui e saibam o que significa o título acima!...</summary>
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      <name>Beatriz Areas</name>
      
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      <![CDATA[<p>Entrem <a href="http://gtpaula.spaces.msn.com">aqui</a> e saibam o que significa o título acima!</p>]]>
      
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    <title>Sacodinho o esqueleto, o cérebro e o estômago</title>
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    <modified>2006-06-24T21:09:45Z</modified>
    <issued>2006-06-24T18:09:45-04:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Com essa história de faculdade e de trabalhinhos valendo nota toda semana, me senti justificada para interromper exercícios físicos e comer mais bobagens ao longo da semana, já que &quot;não tenho tempo&quot; para mais nada. Só que eu não consigo...</summary>
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      <![CDATA[<p>Com essa história de faculdade e de trabalhinhos valendo nota toda semana, me senti justificada para interromper exercícios físicos e comer mais bobagens ao longo da semana, já que "não tenho tempo" para mais nada.<br />
Só que eu não consigo mais me enganar, me conheço muito bem e às minhas desculpas esfarrapadas para justificar a preguiça e a falta de organização. Mas foi preciso voltar a ter dores nas costas e no estômago pra rever meus falsos conceitos (não tenho tempo pra cozinhar, não tenho tempo pra escrever no blog, blá blá blá).<br />
Então o primeiro passo será elaborar um cardápio de comidas rápidas e saudáveis que não me prendam muito na cozinha e que eu possa deixá-las prontas, ou semi-prontas, pra quando chegar do trabalho.<br />
Aceito sugestões, e-mails, indicações de sites especializados, etc.<br />
A primeira dica veio da queridona Fer, que estava há pouco tostando pimentões vermelhos para fazer uma salada. Eu, que adoro pimentões e nunca os preparei dessa maneira, fiquei motivada a fazer uma saladinha. Um franguinho guizado iria bem com esses pimentões....tudo bem rapidinho, gostoso e saudável!<br />
Até arroz integral ando pensando em incorporar ao cardápio...mas deixo claro que não deixarei de comer carne vermelha, sou carnívora assumida e meu organismo reclama quando só como carne branca.<br />
E quanto aos exercícios..aiai...tenho que resolver isso nesta semana, sem mais embromações!!!<br />
</p>]]>
      
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    <title>O que mais você quer?</title>
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    <modified>2006-05-29T23:30:16Z</modified>
    <issued>2006-05-29T20:30:16-04:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Martha Medeiros publicou uma crônica ontem, falando sobre coisas nas quais eu vinha pensando ultimamente. Achei perfeito. &quot;(...)Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem...</summary>
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      <![CDATA[<p>Martha Medeiros publicou uma crônica ontem, falando sobre coisas nas quais eu vinha pensando ultimamente. Achei perfeito. </p>

<p>"(...)Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?<br />
É quase um pecado confessar: sim, eu quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.<br />
Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao devaneio. Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.<br />
Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.<br />
Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.<br />
Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.<br />
E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, maridos e filhos e bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã.<br />
E quero mais tempo livre. E mais abraços. E receber mais flores.<br />
Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem."</p>]]>
      
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    <title>Rosa-dos-Ventos</title>
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    <modified>2006-05-15T02:07:21Z</modified>
    <issued>2006-05-14T23:07:21-04:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Esta foi a letra do Chico Buarque que selecionei para levar para a aula de Oficina de Leitura. Achei um lindo poema. &quot;E do amor gritou-se o escândalo Do medo criou-se o trágico No rosto pintou-se o pálido E não...</summary>
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      <![CDATA[<p>Esta foi a letra do Chico Buarque que selecionei para levar para a aula de Oficina de Leitura. Achei um lindo poema.</p>

<p><br />
"E do amor gritou-se o escândalo<br />
Do medo criou-se o trágico<br />
No rosto pintou-se o pálido<br />
E não rolou uma lágrima<br />
Nem uma lástima para socorrer<br />
E na gente deu o hábito<br />
De caminhar pelas trevas<br />
De murmurar entre as pregas<br />
De tirar leite das pedras<br />
De ver o tempo correr<br />
Mas sob o sono dos séculos<br />
Amanheceu o espetáculo<br />
Como uma chuva de pétalas<br />
Como se o céu vendo as penas<br />
Morresse de pena<br />
E chovesse o perdão<br />
E a prudência dos sábios<br />
Nem ousou conter nos lábios<br />
O sorriso e a paixão</p>

<p>Pois transbordando de flores<br />
A calma dos lagos zangou-se<br />
A rosa-dos-ventos danou-se<br />
O leito do rio fartou-se<br />
E inundou de água doce<br />
A amargura do mar<br />
Numa enchente amazônica<br />
Numa explosão atlântica<br />
E a multidão vendo em pânico<br />
E a multidão vendo atônita<br />
Ainda que tarde<br />
O seu despertar"</p>

<p><br />
</p>]]>
      
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    <title>Luana Piovani e o homem das cavernas</title>
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    <modified>2006-05-08T21:16:24Z</modified>
    <issued>2006-05-08T18:16:24-04:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Um amigo comentava comigo ontem a respeito da participação da Luana Piovani no Saia Justa, do GNT. Dizia ele que ela é muito &quot;boboca&quot;, que seus comentários são idiotas, e por aí vai. A besteira da semana ficou por conta...</summary>
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      <![CDATA[<p>Um amigo comentava comigo ontem a respeito da participação da Luana Piovani no Saia Justa, do GNT. Dizia ele que ela é muito "boboca", que seus comentários são idiotas, e por aí vai. A besteira da semana ficou por conta de sua opinião (da Luana) sobre os homens muito vaidosos, que passam creme, que cuidam da pele, etc. O que seria chamado hoje de metrossexual, que é uma palavra horrorosa na minha opinião. Pois bem, a Luana disse que não gosta desse tipo de homem, e parece que foi crucificada por suas colegas de programa. Eu não disse ao meu amigo naquele momento, mas eu também penso como ela, não gosto de homens com excesso de vaidade, com muita preocupação se o shampoo é para cabelos secos ou oleosos, se a calça é de grife, etc. Claro que não chego ao ponto de gostar de homens que passam sabão de coco no cabelo, mas pra mim homem não tem que ser muito arrumadinho não. Cara de almofadinha nem pensar!!! Evidente que adoro um homem cheiroso, mas se ele tiver uma prateleira cheia de cremes no banheiro, prefiro não tomar conhecimento, da mesma forma que eles preferem não nos ver de máscara no rosto ou depilando as pernas. <br />
E ah, não acho a Luana Piovani burra não. Depois que meu amigo foi embora, escutei uma entrevista dela na rádio Paradiso, e até que foi bem legal. Pode dizer umas besteiras às vezes, mas quem é que não diz ou ao menos pensa? Pior que isso são as pseudo-intelectuais, todas vestidas de preto, fazendo cara de mulher misteriosa e intensa, enfim, chatas toda vida. Né não?</p>]]>
      
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    <title>This song has no title (again..)</title>
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    <modified>2006-05-02T22:15:28Z</modified>
    <issued>2006-05-02T19:15:28-04:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Não sei como começou essa coisa de não querer mais expor os meus assuntos. Como se, para ter um diário virtual, fosse necessário contar toda a vida tim-tim por tim-tim. Podemos publicar textos alheios (o que muitas vezes faço), ou...</summary>
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      <![CDATA[<p>Não sei como começou essa coisa de não querer mais expor os meus assuntos. Como se, para ter um diário virtual, fosse necessário contar toda a vida tim-tim por tim-tim. Podemos publicar textos alheios (o que muitas vezes faço), ou poemas, ou palavras indecifráveis para aqueles que não são tão chegados. E ao mesmo tempo, a vontade de manter o blog atualizadoe a síndrome de tatu. Será o receio de admitir o erro, ou de confessar um possível arrependimento? Não, não tenho exatamente esse receio. Neste momento, sinto a minha jornada mais ou menos como a do pastor do livro O alquimista, que precisou ir pra longe e passar por muita coisa, pra descobrir que o tesouro estava em sua própria terra, em seu próprio lar. É assim que tenho me sentido, e não me envergonho de admitir. Preparo a partir de agora as minhas malas para voltar ao lar. Espero que dê tudo certo.</p>

<p>E para os amigos que me perguntaram de quem era o texto sobre o amor e a paixão, infelizmente não lembro de onde o tirei. Tenho esse (mau) hábito de copiar textos e poemas nos meus caderninhos e nem sempre a autoria. Ao menos sobre o último post, este sim, é uma das cartas escritas por Clarice Lispector a Fernando Sabino, cartas estas reunidas e publicadas no livro Cartas Perto do Coração. Utilizei essa cartinha como uma forma de dizer a amigos queridos que nada tenho a dizer e ao mesmo tempo pedindo uma palavra amiga, ou seja, eu, assim como a Clarice, também tenho um longo histórico de piscadas. Geralmente sempre pisco primeiro.... :-)</p>]]>
      
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    <title>Cartas perto do coração</title>
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    <modified>2006-04-30T11:04:31Z</modified>
    <issued>2006-04-30T08:04:31-04:00</issued>
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    <summary type="text/plain">&quot;Washington, 25 de outubro 1954 Alô Fernando, estou escrevendo pra você mas também não tenho nada o que dizer. Acho que é assim que pouco a pouco os velhos honestos terminam por não dizer nada. Mas o engraçado é que...</summary>
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      <![CDATA[<p>"Washington, 25 de outubro 1954</p>

<p>Alô Fernando,<br />
estou escrevendo pra você mas também não tenho nada o que dizer. Acho que é assim que pouco a pouco os velhos honestos terminam por não dizer nada. Mas o engraçado é que não tendo absolutamente nada o que dizer, dá uma vontade enorme de dizer. O quê? Quando não tenho o que dizer, fico com vontade de "passar a limpo" tudo ou então de "apagar tudo" e recomeçar, recomeçar a não ter o que dizer. Ou então viro criança e minha vontade seria depender inteiramente de outra pessoa e esperar dela todos os ensinamentos. Ou então viro mãe e me preparo toda para dizer grave: as coisas são assim e assim, meu filho. Preparo-me bem grave, tenho o gesto maternal de começar a informar - e na hora de abrir a boca não tenho o que dizer, viro de novo ignorante e em vez de dizer o discurso, imploro: por favor, diga! E assim é que, por não ter absolutamente nada o que dizer, até livro já escrevi, e você também. Até que a dignidade do silêncio venha, o que é frase muito bonitinha e me emociona civicamente.<br />
Se você responder esta carta com outra onde você também não saiba o que dizer, vai parecer aquele jogo que você certamente já brincou um dia: o jogo do "vamos ver que pisca antes", quem agüenta mais tempo ficar com os olhos bem abertos. Quem piscar é castigado. Humildemente, informo que sempre pisquei antes, tenho longo passado a piscar. Pois se agora mesmo estou quase piscando! - Não seja preguiçoso, Fernando, e me escreva, mesmo que nada tenha a me informar. Não sou exigente, quero carta apenas. Também para lhe escrever de vez em quando e mandar para você a minha amizade. Abraço da<br />
Clarice."</p>]]>
      
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    <title>Agape</title>
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    <summary type="text/plain">&quot;O amor verdadeiro é o companheirismo com o qual duas pessoas que se gostam estão profundamente compromissadas. Essas pessoas possuem muitos valores, interesses e objetivos básicos em comum, e toleram saudavelmente suas diferenças individuais. A profundidade do amor é medida...</summary>
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      <![CDATA[<p>"O amor verdadeiro é o companheirismo com o qual duas pessoas que se gostam estão profundamente compromissadas. Essas pessoas possuem muitos valores, interesses e objetivos básicos em comum, e toleram saudavelmente suas diferenças individuais. A profundidade do amor é medida pela confiança e respeito mútuos. O relacionamento permite a cada um ser mais inteiramente expressivo, criativo e produtivo no mundo. Há uma grande alegria nas experiências compartilhadas, tanto do passado quanto do futuro, e também naquelas que são antecipadas. Cada um vê o outro como seu amigo mais querido e mais estimado. Outra medida da profundidade do amor é a predisposição em olhar para si mesmo de forma honesta para promover o crescimento do relacionamento e o aumento da intimidade. Estão associados ao amor verdadeiro os sentimentos de serenidade, segurança, devoção, compreensão, companheirismo, apoio mútuo e conforto."</p>]]>
      
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    <title>Friozinho chegando...</title>
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    <modified>2006-04-19T10:04:12Z</modified>
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    <summary type="text/plain">Tá na hora de me movimentar mais por aqui. Soube que no 3º período, teremos que escrever nossos próprios contos, e me sinto incapaz de ser cronista do meu dia-a-dia, de extrair um pequeno acontecimento rotineiro e transformá-lo em algo...</summary>
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      <![CDATA[<p>Tá na hora de me movimentar mais por aqui. <br />
Soube que no 3º período, teremos que escrever nossos próprios contos, e me sinto incapaz de ser cronista do meu dia-a-dia, de extrair um pequeno acontecimento rotineiro e transformá-lo em algo significativo, que é justamente uma das principais características da crônica e o que pauta os blogs mais interessantes que conheço.<br />
Obrigada, Solange, pelo elogio abaixo. Com o inverno dando as caras nesses últimos dias, eu queria estar novamente nesse barco, curtindo o sol. Não gosto mais de frio, nem mesmo desses 18 graus de Rio de Janeiro...</p>]]>
      
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    <title>De férias em Búzios...</title>
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    <modified>2006-04-02T21:50:03Z</modified>
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      <![CDATA[<p><a href="http://bia.fezocaonline.com/archives/arraial-10.JPG"><img alt="arraial-10.JPG" src="http://bia.fezocaonline.com/archives/arraial-10-thumb.JPG" width="400" height="300" border="0" /></a><br />
</p>]]>
      
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    <title>Permanências e transformações</title>
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    <modified>2006-03-20T21:50:41Z</modified>
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    <summary type="text/plain">Fim de tarde. Nuvens escuras anunciando uma desejada chuva, após um dia quentíssimo. Gelatina de açaí. Receita de Minuto aberta no strogonoff de frango. Muita leitura pendente piscando pra mim. Tem até livro infantil fornecido pela professora de Teoria da...</summary>
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      <![CDATA[<p>Fim de tarde. Nuvens escuras anunciando uma desejada chuva, após um dia quentíssimo. Gelatina de açaí. Receita de Minuto aberta no strogonoff de frango. Muita leitura pendente piscando pra mim. Tem até livro infantil fornecido pela professora de Teoria da Literatura. Sempre fui uma pessoa meio indisciplinada, e não gosto de fazer nada forçada. Mas os trabalhos da faculdade são consequência de uma escolha espontânea, ora boletas.<br />
Um dos trabalhos que tenho que fazer é uma redação sobre a importância da leitura. Li um texto a respeito, de uma autora que fala sobre a importância da leitura não-verbal e como isso não é valorizado no nosso contexto pedagógico. Apesar de concordar com a autora, penso neste momento como o ato da escrita muitas vezes está condicionado à leitura, ou seja, quanto mais lemos mais a nossa escrita melhor se desenvolve. É um hábito que também pode ser criado a partir de disciplina e de força de vontade. Escrever aqui neste blog é um exemplo.<br />
Não é de agora que a minha motivação pra escrever tem diminuído. Pensei que mudar de endereço fosse me animar um pouco. Acho que mais compromissos assumidos no dia-a-dia não são desculpa pra não escrever. É motivação mesmo, pura e simplesmente.<br />
Rola também um pouco de auto-censura, o que deve acontecer com muitos amigos blogueiros em determinado momento. Blog não é diário pessoal, portanto em certas ocasiões a gente se abstém de escrever pois não queremos que todos compartilhem dos nossos pensamentos transformados em palavras. Às vezes é uma pessoinha só, mas já o suficiente pra gente ficar quietinho por aqui.<br />
Não é o meu caso agora, mas foi há poucos meses atrás. Engraçado como que ao mesmo tempo em que rola a auto-censura, a gente fica com desejo de ser lido por pessoas específicas (até mesmo aquela "pessoinha"), como se fosse um recado direcionado mesmo. Quando comecei a escrever num blog essa não era a minha finalidade, direcionar as minhas palavras, mas confesso que fiz isso algumas vezes. Na maior parte, o silêncio na escrita era o não desejo de compartilhar. Isto permanece.<br />
Este post está mais arrastado que minha aula de Oficina de Leitura....<br />
E sem o menor humor, o que me desagrada.<br />
Ah, este título Permanências e Transformações, eu copiei descaradamente do Mosaico Incompleto, e o pior é que acho que é a segunda vez que faço isso, tamanha foi a minha simpatia por essa expressão, hehe...<br />
Aos poucos quero dar uma carinha mais alegre a este espaço, mas tem que ser aos poucos mesmo, pois sou uma anta total em informática e não quero ficar toda hora pertubando minha querida Fezoca com perguntas imbecis!<br />
Aos poucos, meus movimentos externos, que são as transformações, impulsionam os internos, as permanências.<br />
</p>]]>
      
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    <title>Em primeira mão no Blog!</title>
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    <modified>2006-03-09T21:12:36Z</modified>
    <issued>2006-03-09T17:12:36-04:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Por enquanto, pouquíssimas pessoas sabem da novidade, que é a seguinte: voltei à faculdade! sou a mais nova aluna da Faculdade de Letras da Estácio de Sá. As aulas começaram ontem à noite e estou animada com as matérias interessantes...</summary>
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      <![CDATA[<p>Por enquanto, pouquíssimas pessoas sabem da novidade, que é a seguinte: voltei à faculdade! sou a mais nova aluna da Faculdade de Letras da Estácio de Sá. As aulas começaram ontem à noite e estou animada com as matérias interessantes da grade curricular. Sempre tive vontade de fazer Letras, e é um privilégio poder estudar por escolha própria, sem as pressões costumeiras de quem conclui o ensino médio, com pouca idade e sem saber direito o que quer da vida. Agora, ao contrário, é uma escolha por prazer, por vontade mesmo, e o melhor, sem cobranças.<br />
Muito bom também ter me matriculado com as aulas já em andamento e não passar por nenhum trote! :-)</p>]]>
      
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