"Há no caminho humano
uma lei implacável que determina o seguinte:
teremos de perder, um dia, tudo aquilo a que
desejamos nos agarrar,
e somos perseguidos por tudo aquilo de que
queremos fugir.
Assim,
o caminho da paz passa por libertar-se de todo apego ou rejeição,
e fazer o melhor que podemos dentro das circunstâncias
de cada momento."
Talvez isso explique um pouco as coisas.
"(...)sentir-se oprimido por querer o que não alcança(...) o mecanismo do cotidiano...a forma montada dos dias. Encontros e desencontros. Música e silêncio(...)"
Eu adorei isso que li, tanto que peguei uma das frases e a coloquei como título deste post, pois é ao mesmo tempo tão vago e tão completo pra definir o tempo, o meu tempo. A sensação é esta mesmo: os dias passando. Mas não passam mais como antes, sem consciência do caminho que está sendo trilhado, ainda que com passos lentos.
Não quero mais fingir nada. Estou um pouco cansada de pedir desculpas, de me forçar a escrever se não estou com vontade, de assistir a aulas que não estão me interessando mais, enfim....não gosto de fazer um tipo, detesto ficar emburrada e de mal humor, e felizmente não consigo ficar mais de meia-hora de cara fechada...mas definitivamente não estou num momento pra mil risadas e piadas sem-graça. Me sinto totalmente over quando forço essa barra pra mostrar que está tudo bem.
Superficialidade pra mim é defeito.
E os dias vão passando.
Depois de um rápido mas gostoso papo com meu amigo Bert, que tem escrito com bastante frequência em seu blog, resolvi rascunhar alguma coisa nesse meu espaço há tanto tempo esquecido. Estava agora passando um cafezinho e pensando nessa dificuldade imensa de escrever que me assaltou há meses atrás. Disse ao Bert que era uma espécie de “auto-censura”, mas lá no fundo sei o quanto o ato de escrever clareia a mente e me afasta daquilo que me incomoda. Logo que comecei a escrever em blog, passei por diversas situações em que vir aqui e publicar meu diário me ajudou bastante. Então, se me faz bem, por que tanta dificuldade?
Quer saber mesmo? PREGUIÇA!
Aprendi, no pouco tempo de faculdade de Letras que, para produzir um texto, seja lá qual for, basta exercitar-se e fazer disso um hábito. A técnica existe, mas somente para a vida acadêmica.
Tenho dois livros em mãos para ler: A Profecia Celestina e Agosto. A leitura do primeiro está em andamento e pretendo iniciar a do segundo ainda hoje.
Sinto-me em falta com algumas pessoas, especialmente a Fer, que preparou este espaço pra mim, e que fez aniversário em 01 de outubro. Não há desculpa que justifique o meu esquecimento, a falta de umas palavrinhas em seu blog, de um cartãozinho virtual... Eu lembrei do meu esquecimento 1 semana depois, mas fiquei com tanta vergonha de mandar algo atrasado, que acabou gerando um mal-estar maior à medida que os dias se passavam....bom, sem mais delongas....Fezoca, FELIZ ANIVERSÁRIO por todo o mês de outubro, minha queridona! E sem pedidos de desculpas esfarrapadas, ok?