Não sei como começou essa coisa de não querer mais expor os meus assuntos. Como se, para ter um diário virtual, fosse necessário contar toda a vida tim-tim por tim-tim. Podemos publicar textos alheios (o que muitas vezes faço), ou poemas, ou palavras indecifráveis para aqueles que não são tão chegados. E ao mesmo tempo, a vontade de manter o blog atualizadoe a síndrome de tatu. Será o receio de admitir o erro, ou de confessar um possível arrependimento? Não, não tenho exatamente esse receio. Neste momento, sinto a minha jornada mais ou menos como a do pastor do livro O alquimista, que precisou ir pra longe e passar por muita coisa, pra descobrir que o tesouro estava em sua própria terra, em seu próprio lar. É assim que tenho me sentido, e não me envergonho de admitir. Preparo a partir de agora as minhas malas para voltar ao lar. Espero que dê tudo certo.
E para os amigos que me perguntaram de quem era o texto sobre o amor e a paixão, infelizmente não lembro de onde o tirei. Tenho esse (mau) hábito de copiar textos e poemas nos meus caderninhos e nem sempre a autoria. Ao menos sobre o último post, este sim, é uma das cartas escritas por Clarice Lispector a Fernando Sabino, cartas estas reunidas e publicadas no livro Cartas Perto do Coração. Utilizei essa cartinha como uma forma de dizer a amigos queridos que nada tenho a dizer e ao mesmo tempo pedindo uma palavra amiga, ou seja, eu, assim como a Clarice, também tenho um longo histórico de piscadas. Geralmente sempre pisco primeiro.... :-)
Posted by Beatriz Areas at maio 2, 2006 07:15 PMPor quantas vezes nesta vida de meu Deus que passamos por este caminho de ir e vir? Que o tesouro que vc tenha descoberto na volta, esteja extravasando de preciosidades!
Grande beijo